Se a valorização no mercado financeiro é o fim ultimo fundamental para avaliar o rendimento da companhia, o trabalho continua a ser a fonte de produtividade, da inovação e da competitividade. Além disso, o trabalho adquire cada vez maior importância numa economia que depende da capacidade para obter, processar e aplicar informação, cada vez mais on-line. Com efeito, encontramo-nos em plena eclosão informativa. Segundo um estudo na Universidade de Berkeley, California, (Lyman e Varian, 2000), há na web cerca de 550.000 milhões de documentos (95% deles abertos ao público), e a informação on-line está a crescer a um ritmo de 7,3 milhões de páginas web por dia. A produção anual de correio eletrônico é 500 vezes superior a produção de paginas web. A produção anual de informação em todo o mundo, sob diversa formas, é de 1.500 milhões de gigabytes, 93% dos quais se produziu em formato digital durante o ano de 1999. Assim sendo, por um lado, as empresas tem acesso a um vastíssimo leque de informação que com a ajuda do armazenamento magnético, o processamento digital e a internet, pode recombinar-se e aplicar-se a diferentes propósitos e em diversos contextos. Por outro lado, este efeito contribui para criar uma extraordinária pressão sobre o trabalhador. A e-economia não pode funcionar sem trabalhadores com capacidade para navegar, tanto tecnicamente como em termos de conteúdo, neste profundo mar de informação, organizando-o, focalizando-o e transformando-o em conhecimentos concretos, adequados à tarefa e ao propósito do processo de trabalho.
(A GALÁXIA INTERNET-Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade, Manuel Castells, 2004)
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